sábado, 16 de fevereiro de 2013

Assunto do dia *-*

                 Hoje iremos falar sobre
            "CRISES ADOLESCENTES",)

                               
     Um assunto qii para uns, parece bobagem
      mas para quem os vive é um completo...
                      "TORMENTO"

A adolescência é uma intervenção cultural, referente a uma determinada fase da vida do ser humano. Indica que este ser está em transição, ou seja, não é mais criança, mas ainda não se tornou adulto.

Sendo a adolescência um período de transição, marcado por confusões emocionais, conflitos e crises que podem variar de intensidade de adolescente para adolescente, os pais e a sociedade demonstram incertezas e sentimentos de ambigüidade relacionado com o que cobrar, como e quando. Diante desta situação que se impõe naturalmente, em geral ocorrem conflitos que se fazem necessários para que o jovem tenha a possibilidade de desenvolver-se e conseqüentemente amadurecer.
A mudança “quase” brusca, que se dá na adolescência, não permite uma adaptação harmônica dos processos biopsicossociais; estes podem ser um dos fatores geradores de algumas crises.
 
 
É importante ressaltar que por não saber o que estas mudanças acarretam, por má informação, isto é, a maioria dos adolescentes e familiares possuem como informação os “achismos” provenientes do senso comum e daquilo que ouviram como comentários e obtiveram suas próprias conclusões. Neste cenário, os adolescentes se enveredam por caminhos precoces, tais como relações sexuais, gravidez, uso de cigarro, vícios em geral, evasão do recinto escolar e familiar. Uma observação a ser considerada é de que estas situações citadas acima podem ocorrer também devido aos tipos de relações familiares estabelecidas, o que pode desestruturar o adolescente, que neste momento necessita de apoio, orientação e principalmente carinho para adaptarem-se as mudanças.
 
 
Neste mesmo período ocorrem crises de identidade, pois o adolescente não tem certeza de quem ele realmente é, quais são seus papéis, se é que para eles, em seu imaginário, existem papéis os quais devem ou querem “representar”.
 
O impulso original do filhote é seguir qualquer objeto que se desloque à sua frente. Inicialmente, este objeto é a mãe. Entretanto, com o passar do tempo este filhote tende a seguir o grupo para ser aceito por ele, e também, por sentir-se inseguro quanto a quem é, o grupo serve como processo defensivo que o ajuda a configurar-se. A uniformidade que o grupo oferece atualiza a segurança de saber quem ele é. Isto é, a identificação se dá através das semelhantes e o que é diferente é excluído, assim como podemos observar na história do Patinho Feio de Hans Christian Andersen. Perante este fato, os adolescentes apresentam o comportamento vulgarmente denominado de “Maria vai com as outras”, até sentirem-se suficientemente autônomos e confiantes em si para exporem suas próprias opiniões e sensações diante dos grupos os quais se encontram inseridos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário